OS TRABALHADORES SÃO SEMPRE POUCOS

«Fatigados e abatidos», eis como, tantas vezes, nos encontramos. «Como ovelhas sem pastor», eis como, quase sempre, nos comportamos. O Pastor existe e junto de nós persiste. Só que nós, muitas vezes, andamos longe d’Ele mesmo quando Ele não Se cansa de Se aproximar de nós.

É por isso que a seara é grande. A seara do interior da alma humana é muito grande e aqueles que estão disponíveis para nela trabalhar são sempre poucos. Jesus manda pedir ao Dono da Seara que mande trabalhadores para a Sua Seara (cf. Mt 9, 38). Ele manda pedir não porque não conheça a situação, mas porque nos quer envolvidos na solução. Ele manda pedir para que nós nos disponhamos a aderir.

Os trabalhadores da Seara são sempre menos que as necessidades. Os trabalhadores da Seara são cada vez mais necessários. Para fazer exatamente o quê? Para fazer o que Jesus faz. Desde logo e acima de tudo, para abrir o que está fechado. Há muitos corações que se mantêm fechados. Tal como acontecia nos começos do Cristianismo, Jesus quer abrir o nosso coração (cf. At 15, 14).

E de que modo quer Jesus abrir o nosso coração? Removendo dele tudo o que é maligno (cf Mt 10, 1), isto é, tudo o que é portador de mal. Tenhamos presente que o mal não está só à nossa volta. Muitas vezes, o mal está dentro de nós. Muitas vezes, o mal apodera-se de nós e escraviza-nos. O mal faz doer, o mal faz sofrer, o mal faz corroer. Como Deus (só) quer o nosso bem, então ele envia-nos o Seu Filho para nos libertar do mal. E continua a suscitar enviados para, em nome de Seu Filho, prosseguir essa luta contra o mal.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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