O EVANGELIZADOR É (ESSENCIALMENTE) UM «CURADOR»

Acontece que esta doença — como nenhuma outra, aliás — não é mais forte que a cura. Cristo é a «cura», uma «cura» eficaz para quem d’Ele se aproximar. Se Ele também nos manda curar, é porque quer que a Sua «cura» passe através de nós. É neste sentido que os evangelizadores têm de ser, fundamentalmente, «curadores», isto é, têm de levar a cura e o cuidado a todos.

Muitas vezes esquecemos — ou, pelo menos, negligenciamos — esta dimensão «curadora» da missão. É preciso ter presente as dores que desfilam à nossa frente e ao nosso lado. Como ser indiferente às dores de tanta gente? Estas não são provocadas apenas pela natureza. Muitas delas são infligidas pelas próprias pessoas. Como entender que haja pessoas a fazer doer outras pessoas?

Mas se há pessoas a fazer doer, tem de haver (ainda) mais pessoas a curar o que outros fazem doer. Tem haver (ainda) mais pessoas a serem portadores da cura que Jesus Cristo a todos oferece. Não deixemos de levar Cristo aos outros. Levemos Cristo em forma de palavra, em forma de Pão, em forma de presença, em forma de missão, em forma de testemunho.

Cristianizar — ou cristificar — não é um momento sucessivo de humanizar. Cristianizar — ou cristificar — não é um aditivo de humanizar. Cristianizar — ou cristificar — é verdadeiramente constitutivo de humanizar. É assim que levar Cristo não vem depois do trabalho de humanização. A evangelização é a suprema evangelização.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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