O COMEÇO DA IGREJA NO PRINCÍPIO DO MUNDO

Grande e muito bela é a festa deste dia. Celebramos hoje o «aniversário» da Igreja: não especificamente o «aniversário» do seu nascimento, mas, por assim dizer, o «aniversário» do seu começo. Teologicamente e como já reconheciam os antigos, a Igreja nasce com Jesus. Mas o início da sua missão ocorre precisamente no dia de Pentecostes, após a vinda do Espírito Santo. Em síntese, a Igreja nasce com Jesus e começa com o Espírito Santo.

Refira-se, a propósito, que o Pentecostes já era um importante dia de festa para os judeus. Situada cinquenta dias após a Páscoa, era uma festa agrícola, em que se agradecia a Deus a colheita da cevada e do trigo. Mais tarde, tornou-se também a festa da aliança, assinalando o dom da Lei no Sinai e a constituição do primeiro Povo de Deus. A partir de agora, o Pentecostes marca o começo da Igreja, novo Povo de Deus.

Como sabemos, a fundação da Igreja não é instantânea, é progressiva; não é formal, é processual. Ou seja, não resulta de um ato formal, mas de um longo processo que remonta ao princípio do mundo. Como reconhece o Concílio Vaticano II, «desde a origem do mundo, a Igreja foi prefigurada e admiravelmente preparada». De resto, já em plena antiguidade, escritores como Hermas notavam que «o mundo foi criado em ordem à Igreja».

Todo o Antigo Testamento é uma longa e contínua preparação para o nascimento da Igreja: «A preparação longínqua da reunião do Povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que será o pai de um grande povo. A preparação imediata tem o seu início com a eleição de Israel como povo de Deus».



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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