A VERDADE? É MAIS DIFÍCIL ENCOBRI-LA DO QUE DESCOBRI-LA

Luminosas — e soberanamente preciosas — são as recomendações que Jesus faz aos Seus discípulos de ontem e, neles, aos Seus discípulos de sempre. Retenhamos, desde logo, o convite para não ter medo. «Não tenhais medo dos homens» (Mt 10, 26). Não é fácil escapar totalmente ao medo. Mas é possível superar o medo. Uma consciência limpa e uma conduta recta são as melhores vias para vencer o medo.

Neste mundo, há muita gente que gosta das águas turvas e dos charcos lamacentos. Mas em tudo se faz luz. A mentira nada pode contra a verdade. Daí a certeza de Jesus: «Não há nada encoberto que não venha a descobrir-se nem existe nada oculto que não venha a conhecer-se» (Mt 10, 26).

Na sua sabedoria simples e na sua simplicidade sábia, o povo garante que «a verdade é como o azeite»: vem sempre à superfície, isto é, acaba sempre por se descobrir. Em relação à verdade, é, sem dúvida, mais difícil encobri-la do que descobri-la. É por isso que Jesus aposta na transparência: «O que vos digo às escuras, dizei-o em plena luz e o que escutais ao ouvido, proclamai-o nos telhados» (Mt 10, 27).

A verdade sobre Deus e sobre o homem não é para esconder, para encobrir ou para calar. A verdade é para circular por todos, não para estacionar em ninguém. Há, por vezes, uma certa sensatez que facilmente se confunde com cobardia. São Gregório Magno e São Bonifácio denunciavam, em tons ásperos, os que calavam a verdade que nos vem de Deus.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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