SERVIR É O CAMINHO DE JESUS; SERVIR É O CAMINHO QUE É JESUS

Em homenagem ao número de colaboradores dos Apóstolos na Igreja de Jerusalém, houve um tempo em que os diáconos nas igrejas locais eram sempre sete. A designação «diáconos» impôs-se por causa da natureza da sua missão. Eram «diáconos» porque exerciam a «diaconia», ou seja, o serviço. No fundo, está aqui a natureza de todo o ministério: servir, estar ao serviço. É por isso que, ainda hoje, o diaconado é o primeiro grau do Sacramento da Ordem. É uma forma de vincar, de forma expressiva e impressiva, que todo o ministério é serviço. E, nesta medida, a diaconia subsiste sempre, mesmo para lá do diaconado.

A importância dos diáconos era tal que, na Igreja de Roma, eles eram os principais cooperadores do Bispo, isto é, do Papa. E, como é sabido, muitas vezes, era o primeiro dos diáconos de Roma a ser eleito Papa. Havia, aqui, uma lógica interna muito forte. É natural que o «servo dos servos de Deus» fosse escolhido entre os que, mais de perto, colaboravam com o seu serviço.

Está aqui o caminho de Jesus, está aqui o caminho que é Jesus. No Evangelho, Ele apresenta-Se como «o Caminho» (Jo 14, 6). Ora, o caminho de Jesus é servir, como Ele próprio alertou: «Eu estou no meio de vós como quem serve» (Lc 22, 27). A esta luz, o nosso caminho com Jesus não pode ser outro senão servir: «Como Eu fiz [adverte Jesus], fazei vós também» (Jo 13, 15). Se nós somos discípulos de Jesus e se o discípulo deve ser como o seu mestre (cf. Mt 10, 24), é pelo serviço que nos identificamos com o Servidor.

Como Jesus é a transparência do Pai — «quem Me vê, vê o Pai» (Jo 14, 9) —, cada um de nós é chamado a ser a transparência de Jesus. E é sempre pelo serviço — e pelo amor — que estaremos perto do Senhor!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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