NUNCA ADEUS, SEMPRE EM DEUS

Era para ser uma despedida,
mas tornou-se a continuação de um encontro.

A Tua Ascensão, Senhor,
não é um adeus,
é uma presença eterna,
um encontro constante.

Tu não deixaste o Pai quando vieste nós.
Não nos deixas a nós quando voltas para o Pai.

Tu és sempre a presença de Deus junto dos homens
e a presença dos homens junto de Deus.

Tu não queres que fiquemos a olhar para o Céu.
O que Tu queres, Senhor, é que,
na Terra,
comecemos a construir o Céu.

«O Céu existe mesmo»!
O Céu existe já na Terra
quando fazemos o bem,
quando dizemos a verdade,
quando trabalhamos pela justiça,
quando espalhamos a paz.

«O Céu existe mesmo»!
O Céu és Tu, Senhor,
O Céu é a Tua e nossa Mãe.
E o Céu podemos ser nós,
se nos respeitarmos como pessoas
e se nos unirmos e amarmos como irmãos.

«O Céu existe mesmo»!
E tudo pode ser diferente
e tudo pode ser melhor.
Se agirmos em Teu nome,
um novo começo será sempre possível.

«O Céu existe mesmo»!
As trevas não hão-de vencer.
O mal não há-de triunfar.
O egoísmo não há-de persistir.

«O Céu existe mesmo!»
As crianças hão-de cantar.
Os velhinhos hão-de sorrir.
E as mãos serão dadas.

«O Céu existe mesmo!»
Nós temos a certeza
e não deixaremos de ter a esperança.
As nuvens podem cair.
Mas o sol há-de sempre brilhar.
O sol que é fonte de luz.
O sol que ilumina sempre.
O sol que és Tu,

JESUS!





Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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