NOVOS SERVIÇOS, NOVOS SERVIDORES

Sem oração, a missão corre o risco de não passar de agitação. Sem oração, a missão não passa de aparência de missão. A missão não é para gerar impacto num determinado momento, mas para provocar efeito na totalidade da vida. A missão consiste numa contínua transformação. A missão visa sempre isto: centrar toda a nossa vida em Jesus Cristo.

É a partir deste centro que tudo faz sentido. É a partir de Cristo que conseguimos amar e servir os outros. É partir de Cristo que somos capazes de olhar para os mais distantes como próximos. É a partir de Cristo que estamos em condições de fazer de cada pessoa um irmão.

O «serviço das mesas» (At 6,2) era, sem dúvida, importante e, pelos vistos, tornou-se bastante urgente. Como os cristãos iam aumentando em número, também cresciam as necessidades de alguns dos novos membros. Certamente os Apóstolos começaram por atender, eles mesmos, a essas necessidades. Mas depressa notaram também que estavam a retirar tempo ao essencial da sua missão, isto é, à oração e ao anúncio da Palavra.

Foi neste contexto que convocaram uma espécie de «assembleia geral» dos cristãos para colocarem o problema e apresentarem a solução. A solução consistiu em propor à referida assembleia que, para o «serviço das mesas», escolhesse «sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria» (At 6, 3). Era a esses «sete homens» que caberia coordenar o serviço da caridade, o apoio aos mais carenciados.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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