NÓS (JÁ) COM ELE NA ETERNIDADE; ELE (AINDA) CONOSCO NO TEMPO

Em Jesus Cristo, Deus vem até nós de uma forma totalmente humanizada. Em Jesus Cristo, nós vamos até Deus de uma forma totalmente divinizada. Não se trata de uma conquista nossa, mas de um puro dom de Deus. Trata-se não de endeusamento, mas de divinização («theosis»). Entramos no Céu pela porta de Cristo, pela porta que é Cristo (cf. Jo 10, 7). Como diziam os antigos, «Cristo sobe, levando consigo os homens cativos da morte. Ele, o primeiro, Deus incarnado, entra no Céu». E, ao entrar, faz-nos entrar com Ele.
É por isso que a Ascensão, enquanto celebração do triunfo de Cristo, é também celebração do triunfo da humanidade unida a Cristo. Ele, que fez Seu o nosso sofrimento, permite que façamos nossa a Sua glória.

Entretanto, Jesus continua presente no mundo, acompanhando os Seus discípulos em missão. S. Marcos diz-nos que o Senhor consolida a palavra dos Seus enviados (cf. Mc 16, 20). E S. Mateus refere a Sua promessa de que Ele estará sempre conosco, até ao fim dos tempos (cf. Mt 28, 20).

É, aliás, sobre a missão dos discípulos que incide o encontro de Jesus narrado pelo Livro dos Atos dos Apóstolos. Nele, Jesus pede aos discípulos que não se afastem até que venha o Prometido do Pai (cf. At 1, 4). O Prometido do Pai é o Espírito Santo (cf. At 1, 5). É o Espírito Santo que vai dar aos discípulos uma força suave — e uma suavidade forte — para que sejam testemunhas de Cristo «até aos confins da Terra»(At 1, 8).



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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