NEM TUDO É PARA MOSTRAR, NEM TUDO É PARA CONSUMIR

É certo que não podemos exigir que a comunicação social faça o que deve ser feito pela família. Mas pode ajudar ou, pelo menos, pode não complicar mais. A vida das famílias já não é fácil. Era bom que, sem contender com um sadio pluralismo, todos déssemos as mãos para não a tornarmos mais difícil.

Precisamos, por isso, de uma ética: não só para a produção, mas também para a utilização da comunicação social. Nem tudo é para mostrar, nem tudo é para consumir. Não se trata de advogar a censura, sempre abominável, mas de defender um necessário sentido crítico.

Não pode ser a comunicação social a definir e a comandar a vida das famílias. As famílias é que devem definir e comandar a sua relação com a comunicação social. É preciso perceber que, não raramente, para se acompanhar o que se passa nos extremos do mundo, deixamos de acompanhar como devíamos o que se passa ao nosso lado. Trata-se de uma espécie de «comunicação incomunicante», uma comunicação que não comunica com quem está na nossa casa, com quem faz parte da nossa família.

O que celebramos na Ascensão é um poderoso estímulo para a missão, também na comunicação social. Procuremos converter as dificuldades em oportunidades. Não nos limitemos a pôr de lado os meios de comunicação social. Procuremos fazer tudo para que eles possam ser também meios de evangelização. Afinal, há tanto Evangelho para espalhar na vida. E há tanto Deus para semear no coração das pessoas!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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