NÃO SEI DIZER ADEUS

Hoje mais do que nuca devemos educar o coração para o novo de um amanha imprescindível que chegará a nossa porta a qualquer momento. O novo sempre é bom para nossas realizações. Por isso que devemos nos abrir para o ‘horizonte’ do hoje para o melhor de um amanha. E nada melhor que a justificação da graça concedida em nossa caminhada para a eternidade.
            «Não sou nenhum santo nem posso vir a sê-lo: o verdadeiro sábio não é aquele que conhece as suas limitações? Estou resolvido a evitar as faltas graves, mas sinto que não fui feito para as cumeadas da vida espiritual: deixo isso para as almas privilegiadas, entre as quais não posso ser incluído». Falar desta maneira é cair num erro perigoso. Não é a humildade, mas sim o mais renitente amor-próprio que se alia ao receio das dificuldades e dos sacrifícios para nos sugerir estas miseráveis desculpas. O Salvador diz-nos, pelo contrário, que as nossas faltas não podem impedir-nos de O seguir: os Seus santos não são os que não caem, mas os que não se resignam a ficar ao nível do chão. «O justo cai sete vezes e sete vezes se levanta» (Prov., XXIV, 16).
A coisa mais necessária às almas desejosas de servirem a Deus é a perseverança. Começa-se de manhã com um entusiasmo que vai diminuindo lentamente, de modo que ao meio-dia as resoluções da madrugada estão abandonadas por completo. Muitas vezes a causa é o peso do corpo, que oprime o espírito.
Hoje não posso dizer adeus a realidade principalmente de espírito, mas, aquela que separa da grandeza do  hoje para o amanha. Com isso: adeus os apegos, o pecado, a feiura da alma e principalmente o passado não tão distante (...).


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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