NÃO PODEMOS SER SÓ «CRISTÃOS DE MAIO»

O Espírito é o perene para estes nossos tempos apressados e velozes. É o Espírito que nos anima na fidelidade, na viagem que fazemos do tempo para a eternidade. É belo — e muito comovente — ver toda esta mobilização em torno de Maria. Maio parece ser uma procissão contínua e uma peregrinação constante. Mas não deixa de ser desolador notar como, até em Maio, muitos esquecem Jesus.

Não podemos ser só «cristãos de Maio». Às vezes, parece que não percebemos que temos de ser «cristãos de todos os dias» e não apenas «cristãos de Maio». Há quem teime em desligar Maria de Jesus e em separar a devoção a Maria da vivência da Eucaristia. Há quem pareça estacionar em Maria, não cuidando de se abrir a Jesus. Há quem dê sinais de olhar somente para a Mãe daquele Filho sem reparar no Filho daquela Mãe.

O problema não está, obviamente, em Maria. Está em nós, quando desligamos o que Deus nunca separou: a Mãe e o Filho, Jesus e Maria. Será que já reparamos no estreitíssimo liame que «amarra» Maria a Jesus?

Não é, pois, Maria que nos afasta de Jesus. De resto, como poderia afastar-nos de Jesus quem está sempre a dar-nos Jesus? Quem procura Maria inevitavelmente encontra Jesus. Se alguém não encontra Jesus é porque, verdadeiramente, não procurou Maria.




Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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