AS SETE TAÇAS DA IRA DIVINA

Eu, João, 15,5 depois disto, vi abrir-se o Templo da Tenda do Testemunho, que está no céu. 6Saíram do Templo os sete anjos com as sete pragas. Estavam vestidos de linho puro e brilhante, cingidos à altura do peito com cintos de ouro. 7Um dos quatro Seres vivos entregou aos sete anjos sete taças de ouro, cheias do furor de Deus que vive para sempre. 8E o Templo encheu-se de fumaça, por causa da glória e do poder de Deus, e ninguém podia entrar no Templo, enquanto não estivessem consumadas as sete pragas dos sete anjos. 16,1 Depois, ouvi uma voz forte que saía do templo, dizendo aos sete anjos: “Ide, despejai sobre a terra as sete taças do furor de Deus”. 2Saiu o primeiro anjo e despejou a sua taça na terra, e causou úlceras feias e malignas nas pessoas que traziam a marca da besta e adoravam a sua imagem. 3O segundo anjo despejou a sua taça no mar, e o mar transformou-se em sangue, como o de um morto, e todos os seres vivos do mar morreram. 4O terceiro anjo despejou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e a água transformou-se em sangue. 5Então, ouvi o anjo das águas dizer: “Justo és tu, Senhor, aquele que é e que era, o Santo, por teres julgado deste modo. 6Pois essa gente derramou o sangue de santos e profetas, e tu lhes deste sangue para beber! É o que eles merecem!” 7Ouvi então a voz que vinha do altar: “Sim, Senhor, Deus Todo-poderoso, teus julgamentos são verdadeiros e justos”. 8O quarto anjo despejou a sua taça no sol, e ao sol foi concedido queimar os homens com seu fogo. 9Os homens ficaram gravemente queimados e blasfemaram contra o nome de Deus, que temo poder sobre essas pragas. Mas não se converteram para dar-lhe glória. 10 O quinto anjo despejou a sua taça sobre o trono da besta, e o reino dela ficou em trevas. Os homens mordiam a língua de dor 11e blasfemaram contra o Deus do céu, por causa de suas dores e úlceras, mas não se converteram de sua conduta. 12O sexto anjo despejou a sua taça sobre o grande rio Eufrates. A água do rio secou, de modo que ficou livre o caminho para a invasão dos reis do Oriente. 13Então vi da boca do Dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta, sair três espíritos imundos, semelhantes a sapos. 14São espíritos demoníacos, que realizam milagres. Eles se dirigem aos reis da terra, para os reunir para a guerra do grande dia do Deus todo-poderoso. 15“Eis que venho como um ladrão. Feliz o que fica acordado e conserva suas vestes, para não andar nu e para que não se enxergue a sua vergonha”. 16Então os espíritos reuniram os reis no lugar que, em hebraico, se chama Harmagedon. 17O sétimo anjo despejou a sua taça no ar e uma voz forte saiu do Templo, de junto do trono, e dizia: “Está feito!” 18Houve então relâmpagos, vozes, trovões e um forte terremoto. Desde que o homem apareceu na terra nunca tinha acontecido terremoto assim tão violento. 19A Grande Cidade partiu-se em três e as cidades das nações desmoronaram-se. E Babilônia, a grande, foi lembrada diante de Deus, para que lhe fosse dada a taça com o vinho do furor da sua ira. 20Todas as ilhas desapareceram e não se encontraram mais montes. 21Do céu caiu sobre os homens granizo como pedras de trinta quilos, e os homens blasfemaram contra Deus por causa do granizo, pois foi uma praga desastrosa.



Do Livro do Apocalipse 15,5―16,21
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