A PREGAÇÃO DO PAPA FRANCISCO

Foi, sem dúvida, um dia inesquecível. A fé era muita e a emoção indizível. Este 13 de Maio fica para a história. Ao Céu chegaram cânticos de glória. Foi bela a festa no Santuário e o povo vibrou com o centenário. Era grande o cansaço. Mas ninguém arredou pé daquele espaço. Dois novos santos nos foram dados para que os nossos passos sejam (ainda) mais abençoados. São Francisco e Santa Jacinta foram dois meninos que inundaram a nossa vida com «sons» divinos. Da Mãe de Deus foram interlocutores e, agora, tornaram-se nossos protetores. Transmitiram ao mundo as palavras de Maria, que veio ao seu encontro na Cova da Iria. Os seus apelos à conversão chegaram depressa ao nosso coração. Muito eles sofreram, mas nenhuma ameaça temeram.

Fátima tornou-se um farol que ao nosso mundo faz chegar raios de sol. Fátima fez descer o Céu à Terra, que muito sofria com a guerra. Por isso, Fátima é altar de paz, daquela paz que só Jesus traz. Por isso, Fátima é altar de esperança, de uma esperança que nos enche de confiança. Por isso, Fátima é manto de luz, que nos ilumina com a presença de Jesus.
Na alegria ou na aflição, para Fátima vamos em peregrinação. A alma do nosso país é naquele lugar que se sente feliz. Todos sentimos algo especial naquele recanto de Portugal. Mas não somos só nós. Todo o mundo em Fátima faz ouvir a sua voz.

Deste dia bendito chegou-nos um triplo — e sentido — grito: «Temos Mãe! Temos Mãe! Temos Mãe!» Foi o Santo Padre quem o disse. Houve alguém que não o ouvisse? «Temos Mãe! Temos Mãe! Temos Mãe!» Eis o que, aparentemente, todos sabemos. Mas eis o que também, frequentemente, esquecemos. Sabemos que temos Mãe. Mas, às vezes, parece que só temos Mãe para pedir. É verdade que temos Mãe para pedir. Mas também temos Mãe para seguir. Também temos Mãe para imitar.

«Temos Mãe! Temos Mãe! Temos Mãe». Temos Mãe na terra e no Céu. E temos a Mãe do Céu na terra. Temos a Mãe à nossa beira, ao longo da vida inteira. Temos Mãe que nos segura enquanto a nossa vida dura. E, quando ao fim a nossa vida chegar, temos Mãe para, na porta do Céu, nos esperar. «Temos Mãe» quando d’Ela nos lembramos. E «temos Mãe» quando do Seu Filho nos separamos. «Temos Mãe» que nunca nos deixa e que nunca o Seu coração fecha. «Temos Mãe» em Fátima. «Temos Mãe» em Lamego. Em toda a parte, Ela é o nosso aconchego.

«Temos Mãe» para nos ouvir. E também «temos Mãe» para nos conduzir. «Temos Mãe» a toda a hora, pela nossa vida fora. «Temos Mãe» que nos escuta e que é modelo para a nossa conduta. «Temos Mãe» que não nos esquece, mesmo quando mais ninguém aparece. «Temos Mãe» com o Seu Filho. «Temos Mãe» com todo o brilho. «Temos Mãe», foi Jesus quem no-La deu. Pouco depois, Ele morreu. Sua Mãe nos ofereceu. A Mãe que estava junto à Cruz continua a atrair-nos para Jesus.

Nós, que tanto gostamos de Maria, não Lhe neguemos esta alegria. Sigamos os passos de Jesus. É para Ele que Ela nos conduz. «Temos Mãe», a Mãe de Cristo. Haverá coisa mais bela do que isto? «Temos Mãe» e não só em Maio. «Temos Mãe» para toda a vida. Demos-Lhe a veneração devida. O que mais Ela deseja é que sigamos Jesus na Santa Igreja. Continuemos em romaria, mas sempre à volta da Eucarística.

«Temos Mãe». Contamos com a nossa Mãe querida. Que Ela possa contar connosco, toda a vida. O dia 13 não há-de passar porque a Mãe connosco vai continuar. Mãe sempre teremos. Que como Seus filhos nos comportemos. Que tudo possa mudar. Que um novo começo possa chegar. «Temos Mãe», nunca o esqueçamos. E que os passos de Seu Filho sempre sigamos. O que deixa esta Mãe feliz é que façamos o que Jesus nos diz.

«Temos Mãe» para a missão. «Temos Mãe» na solidão. «Temos Mãe» para chorar. «Temos Mãe» para nos afagar. Ouçamos, então, a nossa Mãe. Ela, que tudo guardava dentro de Si, continua connosco, hoje e aqui. «Temos Mãe», nunca A deixemos. Com a nossa Mãe, muito mais felizes seremos!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.


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