UM TÚMULO CHEIO DE SINAIS DE VIDA

Os dois discípulos, em correria, perceberam, finalmente, o que acontecia. No túmulo, os panos que envolveram o corpo de Jesus estavam no chão e o lenço que Ele tivera na cabeça encontrava-se cuidadosamente dobrado, noutro sítio (cf. Jo 20, 5.7). Vêem e acreditam (cf. Jo 20, 8). Começam, finalmente, a entender o que, até então, não tinham entendido (cf. Jo 20, 9).

No fundo e como observa D. António Couto, o túmulo não estava vazio, mas cheio, cheio de sinais: não cheio de sinais de morte, mas cheio de sinais de vida. Os ladrões não teriam o cuidado de dobrar o lenço da cabeça de Jesus. Não é costume dos ladrões deixar as coisas em ordem quando assaltam. Isto significa que aquilo que se passou no túmulo não foi ação humana, mas obra divina. O túmulo foi aberto por Deus. A pedra foi removida por Deus. A morte foi vencida por Deus.

Deus «desamarra» Jesus de todas as «amarras». É Deus que «desliga» Jesus de todas aquelas «ligaduras». É então que se faz luz nas escuras vidas dos discípulos. Faz-se luz sobre a Ressurreição e faz-se até luz sobre a morte. Nem a morte eliminou Jesus. A Sua vida não foi interrompida, mas transfigurada.


A morte de Jesus é uma morte «morticida», uma morte que mata a morte. Não elimina a vida; ilumina a vida.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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