REFLEXÕES QUARESMAIS

Quaresma de – 38ª Reflexão

E o sofrimento, Senhor, porquê o sofrimento? Olhas-me com os Teus olhos repassados de amor e dizes-me: Meu filho, o sofrimento não me apraz, pois a minha vontade, a vontade do meu amor por vós, é a vossa salvação, é a vossa felicidade. Repara que mesmo depois de Eu ter dado vista aos cegos, andar aos paralíticos, e até dar vida aos que morreram, aqueles que Me seguiam continuavam sem entender. Até mesmo no Meu sacrifício total, eles me abandonaram, continuando sem entender. Mas foi o Meu sacrifício, a Minha entrega total, que vos/te libertou da lei pecado que leva à morte. O meu sacrifício abriu as portas à vossa salvação, à vossa felicidade. E não foi esse o principal e primeiro ensino daqueles que Me seguiram aos que Me haviam de seguir: O Filho de Deus fez-se Homem, habitou entre nós, padeceu, morreu, foi sepultado e ressuscitou! Já sentiste na tua própria vida o sofrimento e já percebeste como esse sofrimento te abriu os olhos para a vida errada que levavas. Percebe agora como esse sofrimento pode ser redentor para ti, se o unires à Minha Paixão e por Ela chegares à vida plena que Eu te dou pela Minha Morte e Ressurreição. Repito-te, meu filho, não me apraz o sofrimento, mas lembra-te que Eu estou sempre convosco, contigo, sobretudo nos momentos mais difíceis e dolorosos, para os viver contigo. Aninho-me nos Teus braços, e peço-Te: Ensina-me e ajuda-me, Senhor, a unir-me a Ti na Tua Paixão, em cada momento de sofrimento da minha vida. Ensina-me e ajuda-me, Senhor, a retirar do sofrimento o ensinamento necessário para a minha vida. Ensina-me e ajuda-me, Senhor, a sofrer em silêncio e sobretudo a sofrer com os outros os seus sofrimentos.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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