OFÍCIO DAS LEITURAS

Eis o dia de Deus verdadeiro, 
no clarão de luz santa banhado. 
Nele, o sangue do novo Cordeiro 
apagou deste mundo o pecado.

Deu a fé novamente aos perdidos, 
deu aos cegos de novo a visão. 
Quem não há de perder todo o medo, 
vendo o céu ser aberto ao ladrão?

Eis o fato que aos anjos assombra: 
ver o Cristo na cruz como réu, 
e o ladrão que com ele padece, 
conquistar a coroa do céu.

Admirável, profundo mistério: 
lava a carne da carne a fraqueza 
e, tirando os pecados do mundo, 
restitui-lhe a antiga nobreza. 

O que pode existir mais sublime 
que o pecado à procura da graça? 
Que da morte nascer vida nova 
e um amor que aos temores desfaça?

Ó Jesus, dos fiéis corações 
sede eterna alegria pascal; 
congregai os nascidos da graça 
pelo vosso triunfo imortal.

Glória a vós que vencestes a morte 
e brilhais, com o Pai, Sumo Bem, 
no esplendor coruscante do Espírito 
pelos séculos eternos. Amém.

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