JESUS RESSUSCITA AO «TERCEIRO DIA» PARA NOS RESSUSCITAR (LOGO) AO «QUARTO DIA»

Não é só para Lázaro que Jesus fala. É também a cada um de nós que Jesus Se dirige: «Sai para fora» (Jo 11, 43), diz Jesus a Lázaro de uma forma intencionalmente pleonástica. «Sai para fora», diz Jesus a cada um de nós de um modo igualmente forte. Jesus quer tirar-nos dos «túmulos» (cf. Ez 37, 12) em que o nosso «eu» nos traz «sepultados».

É o nosso «eu» que nos traz moribundos. É, por isso, do nosso «eu» que Jesus nos vem libertar. É o nosso «eu» que nos traz «atrelados» à mordaça do pecado e da morte por este acarretada. O nosso «eu» também nos faz «cheirar mal» (cf. Jo 11, 39). Só Jesus, com o Seu odor, nos liberta deste infectado fedor.

Jesus, que ressuscita «ao terceiro dia» (1Cor 15, 4), quer ressuscitar-nos logo no «quarto dia» (Jo 11, 39). Isto significa, uma vez mais, que Ele ressuscita para que nós ressuscitemos. Nós só ressuscitamos em Jesus, nós só ressuscitamos com Jesus. É Jesus que manda tirar a pedra do nosso túmulo (cf. Jo 11, 39). O «eu» é esta pedra que nos fecha, o «eu» é esta pedra que nos traz fechados (cf. Jo 11, 38).


Ressuscitar é, assim, libertar. A Ressurreição é a suprema libertação. Jesus, ao ressuscitar Lázaro, mostra que Ele mesmo é a Ressurreição e a suprema libertação. Mas nem isso O impede de chorar. A Sua divindade não ofusca a Sua humanidade e a Sua humanidade não obscurece a Sua divindade. Jesus, que ressuscita Lázaro, chora por Lázaro. Jesus era muito amigo de Lázaro (cf. Jo 11, 35-36), como é muito amigo de cada um de nós.

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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