JESUS EM EMAÚS

De fato, a missão tem início na estrada: na estrada de Emaús e nas estradas da vida. É aí, nas estradas, que ocorre o encontro (cf. Lc 24, 13-27). A missão prossegue em casa. É aí que o velado se desvela e o que era desconhecido se torna reconhecido (cf. Lc 24, 28-32). E é assim que a missão regressa a todos os caminhos para reentrar em todas as vidas. É aí que anunciamos Aquele que encontramos e reconhecemos (cf. Lc 24, 33-35).

É possível que, no início, encontremos nas estradas muitos como aqueles dois a caminho de Emaús: entristecidos, amedrontados (cf. Lc 24, 17). Não só para esses, mas sobretudo para esses, a missão é alento, alimento e remédio para vencer o desalento.

Temos de fazer como Jesus. Primeiro, sair. Depois, entrar. E, de novo, voltar a sair. Hoje, porventura mais do que nunca, necessitamos de uma Igreja em saída, de uma Igreja em viagem, de uma Igreja em peregrinação por todos os lugares e por todas as vidas. É na viagem da vida que sentimos necessidade de uma Igreja que convide, de uma Igreja que acolha e, como corolário, de uma Igreja que envie e se sinta enviada.

Os discípulos de Emaús são, portanto, um retrato de nós mesmos. Como eles, também nós somos seres abatidos, caminhando pela estrada, a caminho de casa, no ocaso do dia. Também as nossas expectativas parecem esvaziadas e as esperanças caídas.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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