SÓ EM JESUS ENCONTRAMOS LUZ

Esta fórmula de revelação —«Eu sou» — assume um carácter identitário. Jesus é sempre luz. E tendo em conta que nós somos Seus discípulos, então também nós somos chamados a ser luz. É sumamente curioso verificar que Jesus diz dos discípulos exatamente o mesmo que diz de Si próprio: «Eu sou a luz de mundo» (Jo 9, 5); «Vós sois a luz do mundo» (Mt 5, 14).

A luz dos discípulos não é uma luz própria, mas derivada. A luz que está nos discípulos é a luz de Jesus. No Ritual do Batismo, a luz do novo cristão é acesa na luz de Cristo, figurada no Círio Pascal. É a luz de Cristo que passa, assim, para o cristão. Pode parecer uma luz pequena (como a luz da vela que então se acende), mas é uma luz destinada a crescer e a iluminar o mundo inteiro.

O Batismo é, essencialmente, um mistério de iluminação. Aliás, nos começos, o banho baptismal também era chamado «iluminação». E, no processo da preparação para o Batismo, a terceira etapa continua a ser chamada «etapa de purificação ou iluminação».

De facto, ser batizado é ser «iluminado». Os batizados são «iluminados» («photismoi») não por uma luz própria, mas pela luz de Cristo crucificado e ressuscitado. Se, depois da celebração do Batismo, recaímos nas trevas, temos sempre novas oportunidades de nos reaproximar da luz. O Sacramento da Reconciliação devolve-nos a luz quando dela nos afastamos pelo pecado.

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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