PORQUÊ 40 DIAS?

O número 40 tem uma força simbólica muito grande. Na verdade, 40 foram os dias e as noites do dilúvio (cf. Gén 7, 4-12); 40 foram os dias de jejum de Moisés no Sinai (cf. Ex. 34, 28); 40 foram os anos de peregrinação do povo eleito pelo deserto (cf. Ex 16. 35); 40 foram os dias de jejum do Elias (cf. 1Rs 19, 8); e, como sabemos, 40 foram os dias de tentação e jejum de Jesus no deserto (cf. Mt 4, 2).

Santo Agostinho viu no número 40 um símbolo do tempo deste mundo. Trata-se, essencialmente, de um tempo de preparação para algo novo que vai acontecer. Nem Jesus Se privou de um tempo de preparação para a Sua pregação e ministério. Daí que o mesmo Santo Agostinho tenha estabelecido um paralelismo entre os 40 dias antes da Páscoa e os 50 dias depois da Páscoa, que simbolizam a novidade da ressurreição. É para esta vida nova que nos preparamos antes: pela oração, pela penitência e pela partilha.

Tendo em conta o alerta do Papa Francisco — «o Cristianismo ou é concreto ou não é Cristianismo» —, gostaria de deixar aqui algumas propostas muito concretas para a vivência deste tempo santo. Diria que são os «5 mais» e os «5 menos» para esta Quaresma.


Assim, propunha que, a partir de hoje, procurássemos mais interioridade, mais participação na Santa Missa mais procura da Confissão, mais despojamento e mais atenção aos outros. Ao mesmo tempo, era bom que começasse a haver menos distração, menos murmuração, menos poluição, menos consumo e menos velocidade.

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