DE SICAR PARA SILOÉ

A passagem do Terceiro para o Quarto Domingo da Quaresma sinaliza a passagem de Sicar para Siloé. Se, no passado Domingo, acompanhamos o diálogo de Jesus com a Samaritana no poço de Jacob em Sicar (na Samaria), hoje ouvimos Jesus mandar um cego de nascença lavar-se na Piscina de Siloé (cf. Jo 9, 7). Siloé em hebraico diz-se «Selá», que significa «Enviado» ou «Remetente».

Esta piscina situa-se num local que fazia parte da antiga Jerusalém, a oeste do vale do Cédron e da antiga Cidade de David. Tratava-se de um receptáculo para as águas da fonte de Giom, que eram conduzidas por dois aquedutos: um canal da Idade de Bronze descoberto em 1867  e o chamado túnel de Ezequias, construído no tempo rei Ezequias (700 a.C.) Isaías menciona as águas desta piscina (cf. Is 8, 6; 22, 9). 

As águas de Siloé são vistas como símbolo das águas do Batismo. São águas que fazem ver. Jesus, depois de cuspir na terra e de fazer lama com a saliva, untou com ela os olhos do cego (cf. Jo 9, 6), mandando-o lavar-se na referida Piscina de Siloé. Ele assim fez e da piscina voltou a ver (cf. Jo 9, 7).


O que se passou com estas águas é figura do que se passa com as águas do Batismo. São águas que trazem luz: a luz de Jesus, a luz que é Jesus. Ante a ameaça da noite (cf. Jo 9, 4), Jesus apresenta-se como luz: «Eu sou a luz do mundo» (Jo 9, 5).

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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