A CULTURA DA IMAGEM NARCÍSICA

Auto-retratos fizeram-nos desde Leonardo da Vinci a Andy Warhol. Vincent Van Gogh, que foi e é um gênio da pintura, mas doente mental, fê-los em catadupa.

Hoje há quem imite Van Gogh nas redes sociais publicando fotografias próprias com e sem pose a um ritmo que nem este conseguiria acompanhar, num aparente ‘ai que bonito ou bonita que eu sou’ que mais não é uma manifestação de narcisismo pouco consentânea com outros valores que desejam projetar.

S. Paulo o Apóstolo do gentios, era feio e mau orador, mas não necessitou de recorrer a qualquer cultura de imagem para evangelizar, mas o exemplo supremo está em Jesus Cristo que teve morte de Cruz terminando ensanguentado e certamente parcialmente desfigurado pela flagelação e coração com espinhos a que O submeteram e de quem nos Evangelhos não aparece uma única referência à Sua aparência física.

Os selfies são uma parte desta cultura, mas têm um lado que se pode entender e respeitar quando está subjacente guardar a memória de um momento especial, uma Mãe no aniversário de um filho, um crente que tem a oportunidade de estar próximo do Papa, do Bispo diocesano, etc., etc., etc.. Quando feitos em excesso e escarrapachados nas redes sociais, revelam uma necessidade de projeção de si próprio que merece ser ponderada e eventualmente corrigida.

A sobriedade nunca fez mal a ninguém, pelo contrário sempre nos preservou na intimidade e de olhares perversos.

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