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SOMOS CHAMADOS À «TEOLATRIA», NÃO À «DINHEIROLATRIA»

Torna-se, assim, claro que Deus nunca nos esquece. Ainda que uma mãe possa esquecer o seu filho, Deus nunca nos esquece (cf. Is 49, 15). Ao longo da história, Deus desvela-Se como um Pai que nos ama com amor de mãe. Deus é um pai maternal, que nos envolve permanentemente com o Seu amor. É o Seu coração que vitamina o nosso coração.

Deixemo-nos conduzir por Deus. Se estivermos atentos, facilmente concluiremos que a Liturgia deste Domingo incide não sobre o abandono, mas sobre a providência de Deus. Para conosco, Deus está costuma mais prover do que (nos) provar. E, mesmo quando nos põe à prova, nunca deixa de nos prover. É em Deus — e só em Deus — que conseguimos enfrentar todas as provas e vencer todas as provações.

É claro que temos de nos preocupar um pouco com o dia-a-dia, mas não nos inquietemos excessivamente com o sentido da vida. Como reconheceu o historiador Pierre Pierrard, «a vida tem sentido porque Deus lhe dá sentido». Diria mesmo mais: a vida só tem sentido quando descobrimos o sentido que Deus lhe dá. É Deus quem nos alenta, é Deus quem nos alimenta. Trabalhemos e, acima de tudo, confiemos. Confiemos enquanto trabalhamos e trabalhemos enquanto confiamos. É a confiança em Deus que nos levará a não desistir do mundo e do homem.


Os bens materiais são para usar, não para idolatrar. Não é neles que havemos de confiar. Não são eles que dão sentido à vida. Às vezes, até contribuem para pôr em causa o sentido da vida. Nós somos chamados à «teolatria» e não à «dinheirolatria». Não é o dinheiro que devemos adorar. Adorar sempre — e só — a Deus.

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