A IMPORTÂNCIA DAS MULHERES

Dentro de poucos dias  vamos celebrar os 85 anos (86 em 2016) do momento em que Deus Nosso Senhor fez compreender a S. Josemaria que o Opus Dei era também para as mulheres, tal como era para os homens. Não pensava eu que no Opus Dei houvesse mulheres, escreveu numa carta especialmente dirigida às suas filhas. Mas naquele dia 14 de fevereiro de 1930, o Senhor fez que sentisse o que experimenta um pai que já não espera outro filho quando Deus lho manda. E desde então, parece-me que tenho obrigação de vos amar mais: vejo-vos como uma mãe ao filho mais pequeno [1]. E posso acrescentar que, em cada dia, brotava da sua alma um profundo agradecimento às suas filhas.

Quantas graças a Deus dava o nosso Padre, insisto, por esta luz divina que se acendeu com a presença das mulheres no Opus Dei! Como explicou noutras alturas, realmente, sem essa vontade expressa do Senhor (...), a Obra teria ficado manca[2].

Na sua carta apostólica sobre a dignidade da mulher, S. João Paulo II detinha-se a considerar o sublime momento da Anunciação. «Ao chegar a plenitude dos tempos, enviou Deus o Seu Filho, nascido de uma mulher». Com estas palavras da Carta aos Gálatas (4, 4), o Apóstolo Paulo une entre si os momentos principais que determinam essencialmente o cumprimento do mistério preestabelecido em Deus (cfr. Ef 1, 9). O Filho, Verbo consubstancial ao Pai, nasce como homem, de uma mulher, quando chega a plenitude dos tempos. Este acontecimento conduz ao ponto-chave da História do homem sobre a Terra, entendida como História da Salvação. É significativo que o Apóstolo não chame a Mãe de Cristo com o nome próprio de "Maria", mas a defina como "mulher": isto estabelece uma concordância com as palavras do Proto-Evangelho no Livro do Génesis (cfr. 3, 15). Precisamente aquela "mulher" está presente no evento salvífico central, que decide a plenitude dos tempos e que se realiza nela e por meio dela (…). Assim, a plenitude dos tempos manifesta a extraordinária dignidade da "mulher"» [3].

Minhas filhas, estas reflexões não são amabilidades, mas um profundo convite a considerar a vossa importância na Igreja e, ao mesmo tempo, um estímulo para que cuideis a vossa fidelidade quotidiana.

[1]. S. Josemaria, Carta 29-VII-1965, n. 2.
[2]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, ano de 1955.
[3]. S. João Paulo II, Carta Apostólica Mulieris dignitatem, 15-VIII-1988.
(D. Javier Echevarría, na carta do mês de fevereiro de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

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