Preceitos em relação ao próximo

Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo:
1“Se um homem toma uma mulher e se casa com ela e esta depois não lhe agrada, porque viu nela algo de inconveniente, ele lhe escreverá uma certidão de divórcio e assim despedirá a mulher. 2Tendo saído da casa do marido, a mulher poderá casar com outro homem. 3Mas, se o segundo marido também se desgostar dela e lhe escrever uma certidão de divórcio e a mandar embora de casa, ou se ele morrer, 4o primeiro marido não a poderá tomar novamente como esposa, depois de ela se ter tornado impura, porque seria uma abominação perante o Senhor. Não deves levar ao pecado o país que o Senhor teu Deus te dará como herança.
5Se um homem é recém-casado, não irá à guerra nem lhe será imposto nenhum cargo, mas ficará livre em casa durante um ano, para se alegrar com a mulher que desposou.
6Não receberás como penhor as duas mós do moinho, nem mesmo a mó superior, porque seria tomar como penhor a própria vida. 7Se alguém for apanhado em flagrante sequestrando um dos seus irmãos, dentre os filhos de Israel, e que o tenha vendido e recebido o preço, tal sequestrador será morto. Assim extirparás o mal do teu meio.
8Evita com muito cuidado contrair a praga da lepra, mas farás tudo o que os sacerdotes levíticos te ensinarem, conforme eu lhes mandei, e cumpre tudo à risca. 9Lembra-te do que o Senhor teu Deus fez a Maria, no caminho, quando saístes do Egito.
10Se emprestares alguma coisa ao teu próximo, não lhe invadirás a casa para te garantires algum penhor. 11Esperarás do lado de fora que o devedor te traga o penhor. 12Se for pobre, não te deitarás com o penhor em tua casa. 13Devolve-lhe o penhor ao pôr do sol, para que ele possa deitar-se com seu manto e te abençoe. Isto será para ti uma obra justa perante o Senhor teu Deus.
14Não negarás a paga a um trabalhador indigente e pobre, seja ele um irmão teu seja um estrangeiro que mora no país, numa das tuas cidades. 15Dá-lhe no mesmo dia o seu salário, antes do pôr-do-sol, pois ele é pobre, e o salário significa o seu sustento. De contrário, clamaria ao Senhor contra ti e tu virás a ser culpado de um pecado.
16Os pais não serão mortos pela culpa dos filhos, nem os filhos pela culpa dos pais: cada um será morto pelo seu próprio pecado.
17Não leses o direito do estrangeiro nem do órfão nem tomes como penhor as roupas da viúva. 18Lembra-te que foste escravo no Egito, e que o Senhor teu Deus te fez sair de lá. Por isso te ordeno que procedas assim. 19Se, ao fazer a colheita em teu campo, esqueceres um feixe de trigo, não voltes para buscá-lo. Deixa-o para o estrangeiro, o órfão e a viúva, a fim de que o Senhor teu Deus te abençoe em todo o trabalho de tuas mãos. 20Quando tiveres colhido o fruto das oliveiras, não voltarás para colher o que ficou nas árvores. Deixa-o para o estrangeiro, o órfão e a viúva. 21Quando tiveres vindimado a tua vinha, não deves colher os cachos que ficaram. Deixa-os para o estrangeiro, o órfão e a viúva. 22Lembra-te que tu também foste escravo no Egito. Por isso te ordeno que procedas assim.
25,1Quando dois homens tiverem uma questão judicial e forem apresentar-se ao tribunal para o julgamento, seja absolvido o justo e condenado o culpado. 2Se o culpado merecer a pena do açoite, o juiz o fará deitar-se por terra e mandará açoitá-lo em sua presença, com um número de golpes proporcional ao delito. 3Contanto, porém, que os golpes não passem de quarenta, para que não aconteça que, sendo açoitado mais vezes, as feridas sejam tantas que teu irmão fique desonrado a teus olhos. 4Não atarás a boca do boi que pisa o teu trigo para o debulhar.

Do Livro do Deuteronômio             24,1−25,4

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